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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O transporte e a sustentabilidade

   Com a crescente necessidade de transportes mais eficientes e rápidos, aumenta também a preocupação com os resíduos que os transportes nas grandes cidades podem gerar, principalmente se os meios de transporte usarem combustíveis fósseis como fonte de energia. 


   Sustentabilidade nos meios de transporte é o atendimento das necessidades modernas de mobilidade, nos níveis urbano e global, levando em consideração o impacto que causam ao meio ambiente e à manutenção da qualidade de vida das pessoas ao redor das vias utilizados para o transporte. 

   Atualmente as cidades enfrentam diversos problemas de trânsito, como grandes engarrafamentos, emissão de gases poluentes e nocivos à atmosfera a à saúde do ser humano e dos outros animais, causados por uma quantidade enorme de automóveis e meios de transporte precários nas vias públicas. 

   Muitas atitudes podem ser tomadas para uma resolução parcial desse problema, mas em sua maioria apresentam grandes mudanças de paradigmas e valores. O uso racional dos automóveis, o investimento em transporte coletivo e o fomento do uso de meios de transporte alternativos como a bicicleta são algumas dessas ações.

Tecnologias alternativas

   Uma das mais baratas e conhecida de todos é a velha bicicleta, que pode ser dos modelos mais simples, ou até feitas de fibra de carbono ou alumínio. Porém são poucas as cidade que oferecem condições para o ciclista, e mesmo quando existem, as ciclovias, ou as ciclofaixas cobrem apenas poucas vias da cidade ou se encontram em condições inadequadas. 
    Além de não produzir gazes poluentes,  é um excelente exercício cardio vascular. É pequena facilitando o estacionamento, inclusive algumas se desmontam e podem ser usadas como mochila como na foto abaixo.
   Os preços variam de R$100,00 ou menos, até milhares de reais ou seja, cabem em todos os bolsos e a manutenção é barata e o próprio dono pode fazer.



   Com o avanço da tecnologia, as montadoras de automóveis passaram a considerar a falta de petróleo e investem em tecnologias de produção de energia alternativas, como o carro elétrico e o mais recente movido a hidrogênio. Ambos não produzem gazes nocivos e são mais baratos para o consumidor em termos de compra do combustível, e já alcançam grandes velocidades deixando para trás a idéia de que carros movidos por motores eleétricos são lentos e precisamd e cargas constantes.

                                                              Bicicleta mochila
                                            










 Carro movido a hidrogênio

   O transporte ecológio não se restringe aos meios de transporte pessoais, o simples fato de utilizar o transporte público já contribui para a diminuição da emissão de gazes poluentes. Na figura abaixo foi ilustrada uma comparação do espaço ocupado por trinta pessoas utilizando as vias públicas.


 Alguns comportamentos podem melhorar o trânsito na sua cidade: 
1) Procurar usar os meios de transporte público, e se na sua cidade eles não forem de qualidade, exigir das empresas e do poder público melhorias que vão beneficiar a todos.  

2) Se a distância a ser percorrida não for muito grande, que tal usar uma bicicleta?  

3)Use o carro somente quando for realmente necessário, pois assim os congestioamentos diminuem e por consequencia a emição de gazes nocivos também.

4) Se precisar usar o carro, organize um sistema de carona com as pessoas do seu trabalho, escola ou faculade, além de economizar com o combustível, diminui o número de carros nas vias.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Estudantes da 8ª Classe desenvolvem maquete de Cidades Sustentáveis

Estudantes da 8ª classe do Instituto Diocesano João Paulo II, escola situada em São Tomé e Príncipe - África, receberam orientações durante o 3º período de ciências naturais, pela Professora Raphaela Nazaré, para o desenvolvimento e construção de maquetes de cidades sustentáveis. Para suas construções, os alunos deveriam utilizar preferencialmente materiais reciclados, afim de estimular a prática dos 4 erres. Um dos alunos declarou que "foi uma experiência muito legal, que nos ensinou a trabalhar melhor em equipe e aprender que nosso país pode se tornar mais sustentável com pequenas escolhas no dia-a-dia."


Veja abaixo algumas imagens da exposição realizada pelos alunos.














segunda-feira, 9 de abril de 2012

WWF-Brasil e Movimento dos Catadores lançam jogo sobre reciclagem


“Reciclando” foi desenvolvido para ajudar os catadores na sua organização e para ampliar o conhecimento e a informação da sociedade sobre o trabalho feito por eles.

São Paulo – A ONG ambientalista WWF-Brasil e o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) lançaram jogo educativo nesta quinta-feira durante a celebração do Natal dos Catadores, em São Paulo, capital.
A presidente Dilma Rousseff, que participa do ato, receberá o primeiro exemplar do jogo, que também será distribuído entre os participantes. Além do lançamento do jogo, WWF-Brasil e MNCR ainda assinam acordo de cooperação para o desenvolvimento de ações para o fortalecimento do trabalho e da organização dos catadores em todo o País.

O jogo “Reciclando” foi desenvolvido para ajudar os catadores na sua organização e para ampliar o conhecimento e a informação da sociedade sobre o trabalho feito por eles.
Será distribuído às organizações dos catadores e utilizado, também, nas cidades que recebem as ações do programa Água Brasil – iniciativa do Banco do Brasil, desenvolvida em parceria com WWF-Brasil, Fundação Banco do Brasil e Agência Nacional de Águas.
A secretária-geral do WWF-Brasil, Maria Cecília Wey de Brito, participa do evento e assina o termo de cooperação com o MNCR. “O correto manejo dos resíduos sólidos e a participação dos catadores neste processo são questões muito importantes para o WWF-Brasil.
Os resíduos podem ser problema ou solução, dependendo do que fazemos com eles. No WWF-Brasil trabalhamos para encontrar soluções de sustentabilidade nas cidades e de inclusão social dos catadores”, diz a ambientalista.
Fonte: Exame

quinta-feira, 5 de abril de 2012

CIDADES SUSTENTÁVEIS



Para uma cidade ser considerada sustentável, devem ser mudadas as rotinas existentes hoje. Deve-se planejar o futuro, sem agredir os recursos naturais nem os patrimônios culturais. Nos países subdesenvolvidos, a tendência é de não-sustentabilidade.

No Início...

Uma boa idéia é através do uso e ocupação do solo – aperfeiçoar a regulamentação do uso e da ocupação
do solo urbano e promover o ordenamento do território, contribuindo para a melhoria das condições de vida da população, considerando a promoção da equidade, a eficiência e a qualidade ambiental.


Como fazer?

• Fortalecendo a dimensão territorial no planejamento governamental, articulando e integrando as políticas, os programas e as ações dos órgãos da Administração Federal, direta e indireta.

• Fortalecendo a dimensão territorial no planejamento estadual, estimulando a regionalização interna dos estados federados e a cooperação entre municípios que tenham problemas urbanos e ambientais.

• Incorporando aos processos de formulação de políticas e de planejamento urbano do município, as diretrizes gerais de ordenação do território e de política urbana.

• Promovendo a revisão e a consolidação dos instrumentos e dos dispositivos legais, federais e estaduais, para facilitar o seu conhecimento e a sua compreensão pelas autoridades locais e assegurar a eficácia de sua aplicação prática.

• Promovendo a produção, a revisão e a implementação de planos diretores de competência municipal.

• Combatendo a produção irregular e ilegal de lotes urbanos e o crescimento desnecessário da área de expansão urbana das cidades.

• Dando prioridade às políticas e às ações que visem agilizar e facilitar o acesso à terra e a regularização fundiária.

• Utilizando novas figuras jurídicas, tais como a urbanização consorciada e as modalidades de transferência do potencial construtivo.

• Promovendo a regularização fundiária de áreas e assentamentos informais e de loteamentos irregulares, em conformidade com os dispositivos constitucionais e com a legislação federal, estadual e municipal.

• Desenvolvendo linhas específicas para a locação social, destinadas ao aproveitamento do estoque existente e da recuperação das áreas centrais degradadas.

• Controlando, os impactos territoriais dos grandes investimentos públicos e privados destinados ao desenvolvimento econômico, em especial, e os seus efeitos de degradação dos recursos ambientais.

terça-feira, 20 de março de 2012

Cinza pelo verde: Jardins suspensos e telhados verdes popularizam-se na Argentina




Descrição: jardimsuspenso2.jpg
Jardim suspenso é alternativa para criar mais áreas verdes nas cidades/
Foto: Muesca61

Como diz o velho ditado, é a partir da necessidade que surgem as oportunidades. Pois a dificuldade de ampliar os espaços verdes na Argentina está popularizando a adoção de telhados verdes e jardins suspensos.

A ideia, na realidade, é cobrir a grande superfície de cimento e concreto com plantas e gramas. Assim, além dos telhados, no país já se encontra facilmente os jardins suspensos, montados sobre uma estrutura de aço galvanizado nas paredes.

Tanto os terraços verdes quanto os jardins verticais oferecem vantagens paisagísticas e ambientais concretas. Estes atuam, por exemplo, como isolantes e reguladores térmicos, além de permitir a economia de energia, uma maior produção e renovação do ar.

Descrição: telhadoverde.jpg
Plantações no topo de um edifício/
Foto: Milton Jung

Dessa forma, os jardins suspensos transformam-se em cortinas verdes que funcionam como para-sóis deslizantes, reguladores de temperatura e fornecedores de oxigênio. O novo sistema complementa os telhados verdes, que converte terraços e varandas de azulejos em cobertura vegetal. 

Segundo a arquiteta argentina Alba Guanjajevic, autora do projeto, o fornecimento de folhas pequenas de um lado do outro do edifício produz uma maior fotossíntese, gerando mais oxigenação.

Segundo ela, isto irá formar um contrapeso importante para a ilha de calor urbano. Além das vantagens ambientais, esses sistemas facilitam a certificação LEED, um conjunto de recomendações para edifícios verdes.

Fonte: ecodesenvolvimento.org.br

Cidades Sustentáveis: As Cidades do Futuro?


Descrição: http://www.camarasverdes.pt/images/stories/mdedia1/tema_especial_179.jpg

A meta principal deverá ser o fortalecimento do centro da cidade, atraindo as pessoas, actividades e investimento para o seu centro e pôr fim ao fenómeno de dispersão das cidades que só tem aumentado o tráfego automóvel, o consumo energético e a área de solo ocupada. (…) Fundamental é o apoio aos bairros mais carenciados, através da erradicação das áreas que ameaçam a atractividade, a competitividade, a coesão social e a segurança nas cidades.

As cidades são matrizes complexas de actividades e efeitos que exigem um planeamento sustentável e a compreensão das suas relações e impactos locais e globais. Têm um papel decisivo na concretização de objectivos de diversas estratégias e na solução para a sustentabilidade global. O envolvimento efectivo de agentes e cidadãos constitui um dos grandes desafios, tal como a percepção de cada local como uma realidade única à qual os processos, embora assentes em princípios e fases metodológicas concertados, se devem adaptar.

Na Carta de Leipzig sobre Cidades Europeias Sustentáveis (Maio 2007), os 27 Estados-Membros definiram, pela primeira vez, o modelo ideal de cidade para a Europa do século 21 e acordaram estratégias comuns para uma política integrada de desenvolvimento urbano, que combina todas as políticas relevantes da UE e envolve os actores a todos os níveis – local, regional, nacional e comunitário. A Carta de Leipzig define as bases da nova política urbana europeia, focada em auxiliar as cidades a resolver os problemas de exclusão social, envelhecimento, mobilidade e alterações climáticas. Determina, então, que deverão ser tomadas em consideração simultaneamente e em pé de igualdade todas as vertentes do desenvolvimento sustentável, nomeadamente a prosperidade económica, o equilíbrio social e um ambiente saudável.

São quatro as áreas fundamentais para avançar neste sentido: economias locais viáveis; comunidades justas, pacíficas e seguras; cidades eco-eficientes; comunidades e cidades resilientes. Sem esquecer que importa considerar tanto a questão da energia e dos materiais (inputs), quanto a dos resíduos e do crescimento das estruturas como carros e edifícios (outputs). Só assim se conseguirá tornar a Europa um espaço mais atractivo para viver e trabalhar, uma vez que, se por um lado as cidades geram 75 a 85% do Produto Interno Bruto da Europa, por outro consomem quase três quartos da energia (Carta de Leipzig, 2007).

A meta principal deverá ser o fortalecimento do centro da cidade, atraindo as pessoas, actividades e investimento para o seu centro e pôr fim ao fenómeno de dispersão das cidades que só tem aumentado o tráfego automóvel, o consumo energético e a área de solo ocupada. Logo a seguir vem a recuperação de edifícios residenciais e comerciais no centro das cidades, com uma maior diversidade de actividades e dotada de áreas de lazer e trabalho, tornando as cidades mais vigorosas e mais estáveis, social e economicamente. Fundamental é o apoio aos bairros mais carenciados, através da erradicação das áreas que ameaçam a atractividade, a competitividade, a coesão social e a segurança nas cidades.

Na Europa existem já diversas pequenas cidades com desenvolvimento sustentável consolidado. Entre bairros, pequenas cidades e megacidades, encontram-se por todo o mundo diversos exemplos a seguir. Reconhecidas pela ONU como modelo de sustentabilidade, existem actualmente milhares de comunidades de baixo impacto ambiental no mundo, pequenos centros comunitários pensados e construídos por forma a optimizarem os benefícios da energia solar e o aproveitamento das águas das chuvas, onde a produção alimentar é local e orgânica, as construções recorrem a materiais naturais e os resíduos são devidamente valorizados.

Em Portugal, as cidades de Lisboa e Porto estão integradas no grupo de sete cidades (Boston, Lima, Lisboa, Porto, Cidade do México, São Francisco e Singapura) que serão alvo de estudo por investigadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e de Portugal, no âmbito da quantificação e promoção do nível de sustentabilidade relativa dos centros urbanos. Este grupo de investigação visa fomentar a discussão sobre formas de apoio à decisão dos responsáveis políticos em matéria de concepção, teste e implementação de novas políticas ambientais, a par da difusão de novos conhecimentos pela população, visando captar o seu empenho e melhor compreensão desta matéria.

Mas o sonho da cidade do futuro persiste, de pés e mãos firmes na Terra, percorrendo caminhos que exigem longas e consequentes caminhadas. Posto isto, o processo para cidade sustentável assenta na criatividade e na mudança. Põe em causa a acção tradicional das autoridades e procura novas competências e relações organizativas e institucionais.

Adaptado de camarasverdes.pt