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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Caça Ilegal, de novo esse papo?


O tema já foi já foi visto como algo supérfluo, como tema exclusivo para os profissionais da área, como o grande boom das discussões e hoje parece ter sido esquecido, deixado encostado numa gaveta, afinal tema “batido” não dá ibope nas redes sociais e não movimentas sites “verdes”. Mas enquanto isso animais dos mais diversos biomas nacionais estão sendo caçados, mortos, vendidos como souvenir a compradores deste legado exótico. Até pouco tempo atrás, o tema quase voltou ao topo com o sucesso de Rio® da Pixar, e com isso 8 pessoas foram presas, eu repito OITO pessoas. Imagino então quantas 80 ainda estarão por trás destas e quantas 800 ainda estarão caçando neste exato momento. Mas o que VOCÊ tem a ver com isso? O que eu tenho a ver com isso?

A caça desregrada acontece no Brasil desde sua invasão em 1500, e desde então apenas foram mudados os sortudos da vez, teve o Peixe-boi, a Arara Azul, a Onça Pintada, o Tucano, o Mico Leão Dourado e muitos outros, mas este artigo ficaria demasiado longo se eu fosse colocar a lista completa aqui. Por hora basta saber que a cada espécie que é caçada ilegalmente, entra em via de extinção ou é vendida da mais cruel forma, empobrecem as matas do nosso país. E o que se perde com isso?


Perdemos a biodiversidade, perdemos o turismo, perdemos a geração de empregos, perdemos ciência, perdemos biotecnologia, perdemos entrada de capital estrangeiro, perdemos conhecimento, e quando digo perdemos, estou falando de mim, do Seu Chico do Bar, da Dona Maria Costureira, do Raimundo Jardineiro, da Dilma Presidenta e de você aí sentado, esperando o tempo passar e reclamando que a vida está um tédio e não tem nada pra fazer. TEM SIM!

Deixe de ser apenas receptor como agora, torne-se um ativista! Não, eu não estou dizendo que você deve montar acampamento em cima de uma árvore para ela não ser derrubada ou se filiar urgentemente a uma ONG. Mas pesquise, leia, assine, pense, sensibilize-se, INDIGNI-SE! Esse patrimônio que está sendo roubado também é seu! Apodere-se do sentimento de EU POSSO MUDAR A REALIDADE que já toma conta de tantos. Faça a diferença!

DIGA NÃO A CAÇA ILEGAL!
DENUNCIE!

É de graça pelo:

0800 61 80 80 (IBAMA)
E nem precisa se identificar.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

"Estamos preocupados em deixar um mundo melhor para nossos filhos, mas será que estamos deixando filhos melhores para o nosso mundo?" STEPHEN KANITZ

Que tal incentivar a sustentabilidade desde cedo?



     Muito dos problemas sociais que vemos, assistimos e ouvimos falar são decorrentes das ações individuais e muitos deles podem ser diminuídos ou evitados, se houver orientação de políticas públicas. Entretanto não é só responsabilidade do governo e sim de cada individuo zelar pelo seu patrimônio, sua cidade. Pensando na formação desse pensamento muitos projetos, principalmente em escolas incentivam a prática da sustentabilidade entre as crianças.


       As crianças de uma forma natural absorvem informações, tanto boas, quanto ruins e a iniciativa de incluir a educação ambiental nas séries iniciais e continuar nas séries seguintes possa ser a salvação do nosso ecossistema futuro.




"A criança é como uma esponja: absorve informações e reproduz o que vê ao seu redor. "




       


      Há diversas e diferentes maneiras didáticas se implantar na vida de um cidadão em formação a conscientização. Até mesmo nas atividades recreativas, utilizando materiais descartáveis que inclusive olhos dos adultos não têm utilidade.

            Mostrar o quanto ações humanas interferem no meio em que vivemos e que as consequências muitas das vezes são irreversíveis, pois os recursos naturais extraídos de forma desordenada, esgotarão e que pequenas atitudes com certeza farão a diferença são formas de despertar sentimentos, um olhar diferencial futurista.



"Na teoria, a educação ambiental ensina como deve ser feita a coleta seletiva, a importância de se preservar a natureza e como utilizar os recursos naturais e minerais de forma responsável. Porém a teoria não basta, é preciso que os estudantes vejam na prática o que aprendem no dia a dia. Atividades extracurriculares, como visitas a depósitos de reciclagem, plantio de árvores e ações comunitárias, ajudam a desenvolver a cidadania das crianças. E sempre que for introduzido um novo assunto na educação escolar é preciso que se faça uma pesquisa sobre os recursos, a qualidade e a metodologia que serão utilizados na abordagem do tema, pois, desse modo, o aluno aprende de forma clara e precisa." 
( Gabi Batista - Sustentabilidade na Escola – O Dever de Cada Um).



Links relacionados a projetos, iniciativas e confecção de objetos com material reciclável:


quarta-feira, 31 de outubro de 2012

20 Anos de Ecodemocracia e você já tinha ouvido falar?

O conceito de Ecodemocracia surge na Rio 92, a partir das premissas de ações locais, para que os agentes do governos devam viabilizar meios ou apoiar ações onde a população esteja se organizando em prol do meio ambiente. Na recente Rio+20 este conceito foi reforçado, mas ainda pouco se sabe sobre os direitos e deveres que o cercam. Entre eles estão por exemplo, os candidatos a qualquer cargo político, que devem ter propostas voltadas a sustentabilidade local ou regional dependendo da autoridade que pretende tornar-se. E a sociedade tem um papel fundamental na Ecodemocracia, já que o princípio básico deste sistema é um governo sustentável feito por todos e para todos. Então procure se informar na câmara da sua cidade, na sua Prefeitura, nas ONGs e outras instituições sobre quais projetos estão sendo realizados neste âmbito!

FIQUE ESPERTO
Agora que as eleições terminaram está na hora de cobrar e fiscalizar os recentemente eleitos, já que o governo do nosso país se comprometeu a participar ativamente da Ecodemocracia. Sendo assim, há dinheiro público que deveria estar sendo usado em benefício do meio ambiente, mas pode estar sendo desviado para outro campo ou justificando pseudo-ambientalismo.

GOSTEI MAS BATEU UMA PREGUIÇA
Se você é daqueles que até gostaria de fazer algo pelo assunto, mas não tempo nem muita disposição de visitar os locais sugeridos, saiba que existe a ECODEMOCRACIA VIRTUAL, onde pode-se contribuir sem precisar levantar de onde está agora, cada cidadão que possua RG, CPF ou outro documento de identificação oficial pode assinar petições públicas digitais em prol de legislações ou ações que promovam a melhoria de ecossistemas, cidades sustentáveis e meio ambiente em geral.

Portanto não há motivos para não participar, e lembre-se que as ações cedo ou tarde podem trazer benefícios a todos, inclusive a você!

terça-feira, 30 de outubro de 2012

5 pequenas ações para ser Sustentável

Entre as maiores dificuldades para conseguirmos criar e manter uma sociedade sustentável, está a disposição das pessoas para tal. É muito confortável ser como agora, nos incomoda a ideia de mudar, muitas vezes até cogitamos o conceito de dinamismo e pensamos em alterar atitudes e pensamentos, mas isto demanda esforço e disposição, coisa que no quotidiano a maioria das pessoas não conseguem colocar em prática. Eu também fui assim durante muito tempo, e acredito que não tenha mudado ainda completamente, por isso gostaria de partilhar cinco pequenas ações que mudaram meu modo de agir e de ver a vida a longo prazo.

1º Cuidar do seu próprio lixo





Não que você vá ser o maior seletor de lixo a partir de hoje, quando eu falo em cuidar do seu lixo, estou me referindo a simples ação de guardar no bolso ou na mochila aquele papelinho de bala, experimente não jogar em qualquer lugar, leve consigo, é bem simples, basta amassar e colocar em suas coisas, cedo ou tarde você  o encontrará em casa e assim descatará da maneira correta e rápida.

2º Escolher produtos que tenham refil

Lembre-se desta dica quando for comprar produtos de beleza por exemplo, algumas marcas oferecem refis que demandam menos material para sua produção e se futuramente não forem mais necessários podem ser descartados acumulando uma quantidade menor de lixo, além do mais geralmente os refis são mais baratos, contribuindo para o bem do seu bolso.

3º Reutilizar suas embalagens

Se você pensou logo em artesanato todo trabalhado no glamour e acabamento e disse consigo: eu não levo o menor jeito com isso! Não tem problema, há outras formas de reutilização que não requerem jeito artesanal. Por exemplo, uma garrafa de água pequena, em vez de você descartar a garrafinha, pode ao sair de casa aproveitar e colocar novamente água nela, assim você sai prevenido, se hidrata e ainda economiza não precisando comprar outra.

4º Ler sobre o assunto

Algumas pessoas quando escutam a palavra SUSTENTABILIDADE pensam que dá maior trabalhão aderir a esta ideia, isto porque não estão informadas corretamente sobre o assunto ou ficam na superficialidade das  notícias que saem na mídia. Se informe, seja curioso, crie pensamento crítico, e perceberá que esta pequena ação pode servir também para outros assuntos interessante que você estava deixando passar.

5º Multiplicar o que aprendeu

Fale com as pessoa ao seu redor sobre o assunto, ensine o que aprendeu, você pode acabar descobrindo que sabe mais do que pensava e que existem mais pessoas interessadas no assunto do que possa parecer!

Experimente e sinta a diferença.
Até Breve!

Luminárias a partir de reciclagem

Vasculhando meus arquivos encontrei uma série de imagens que fui guardando a partir de vários sites e que na maioria das vezes armazenei por curiosidade ou admiração pela beleza do trabalho desenvolvido, porém isto acabou deixando a falta das referências, mas resolvi partilhar com você alguns passo a passos que encontrei. entre eles várias luminárias feitas dos mais diversos materiais.

1ª com abridores de latinhas:








2ª com colheres descartáveis:






3ª com garrafa pet:











Espero que tenham gostado das idéias... acredito que as três são válidas e criativas!

Até Breve!

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Projeto incentiva sustentabilidade através da reciclagem junto a detentos

A Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe) investe na ressocialização de presos a partir de projetos de reinserção desenvolvidos em várias casas penais do Estado. Um deles é o de confecção de vassouras a partir da reutilização de garrafas pet. Além de estimular a prática da reciclagem e abastecer as unidades de detenção, a iniciativa ajuda na profissionalização dos egressos, garantindo que eles tenham condições de exercer novos ofícios ao deixarem o sistema. Os detentos recebem pela produção gerada nessas oficinas e tem um dia de pena reduzido a cada três trabalhados.


A rotina na oficina começa cedo, às 8h, e vai até as 16h. Segundo Milene Fonseca, diretora do Centro de Recuperação do Coqueiro, as atividades são essenciais no período de reclusão. No Centro, além da oficina de vassouras, funciona uma marcenaria e uma confecção de artesanato. “O trabalho diminui a ociosidade e a reincidência dos internos, e ainda reforça a disciplina dentro da casa penal. E através dele também se promove um resgate da própria dignidade do preso. Além disso, desonera o Estado em algumas demandas. Aqui, por exemplo, não precisamos mais comprar vassouras, e são necessárias muitas para fazer a limpeza diária das dependências do CRC”.


No Centro de Recuperação do Coqueiro, a produção de vassouras de pet fica a cargo de Carlos de Lima, 45, e José Maria de Melo, 70. Os dois chegam a fabricar, em média, de três a quatro dúzias delas por mês, todas usadas na limpeza da unidade. Além de ajudar na economia interna, as vassouras feitas a partir de garrafas plásticas têm uma durabilidade bem maior que as de piaçava - as primeiras duram até 15 dias, enquanto as últimas são utilizadas por, no máximo, três. “Quando eu cheguei aqui, há dois anos, o projeto já existia e eu acabei me interessando pelo trabalho, até porque eu precisava aprender alguma coisa para ter como sobreviver quando saísse daqui", diz Carlos, que já ensinou a técnica da reciclagem a vários outros detentos.



Para Carlos, além de um ofício, o projeto funciona como uma terapia. "Isso pra mim é muito importante, porque me ajuda a ocupar a cabeça e a me preparar para sair daqui melhor do que eu entrei. O CRC pra mim não é uma cadeia, é uma escola, pois aprendi muito aqui. Ganho minha liberdade em abril do ano que vem e já estou falando com a minha família para montar uma oficina em casa”, revela.


O trabalho na oficina de vassouras de pet é totalmente artesanal. As ferramentas foram confeccionadas pelos internos e todo o processo é feito de forma manual, desde o desfilamento das garrafas até o produto final. “Estou trabalhando há um ano aqui e todo mundo me trata muito bem, ninguém me discrimina. Aqui no CRC eu tirei meu segundo e também me tornei evangélico, o que mudou muito a minha vida. Eu sou como essas garrafas, que ganharam uma nova função. Também estou sendo reciclado aqui, ganhando uma nova oportunidade de mudança na minha vida”, falou José Maria de Melo.


As vassouras produzidas por detentos de sete unidades penais do estado foram expostas na I Feira Estadual do Artesanato Paraense e 26ª Feira do Artesanato Mundial, que aconteceu de 4 a 12 de agosto no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. Além das vassouras, outros artefatos produzidos nas unidades penais do Estado fizeram parte do estande “Articulação e Cidadania”, programa do Governo do Estado vinculado à Casa Civil da Governadoria e desenvolvido em parceria com diversos órgãos. A venda dos produtos é revertida aos familiares dos internos.

Fonte: Governo do Pará

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Brasil entrará pela porta dos fundos na Rio+20, diz ambientalista


O ambientalista Mário Mantovani, diretor de políticas públicas da ONG S.O.S Mata Atlântica, afirmou em entrevista ao Terra TV que o Brasil entrará pela porta dos fundos na Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Segundo ele, o Código Ambiental significa que governo brasileiro não dá valor para questões ambientais e o País apresentará um pacote "pífio" na conferência.
Para Mantovani, as cidades brasileiras não são planejadas de acordo com o meio ambiente. Em São Paulo, por exemplo, existe uma diferença de 8°C de uma região para outra, e isso pode ser extremamente prejudicial para quem tem problemas respiratórios, conta o ambientalista. O maior problema ambiental brasileiro atualmente é a questão fundiária. "Nós voltamos às capitanias hereditárias e é esse grupo que faz chantagem contra nós. A luta hoje em Brasília é para continuar rolando dívida do crédito agrícola (...) e hoje vemos muito pouco sendo desenvolvido para a sociedade", afirma.
Segundo ele, mais de 60% das terras da Mata Atlântica estão abandonadas, sem produção agrícola. "Isso é insustentável em qualquer lugar do mundo. Não tem sentido querer fazer uma economia com pouca biodiversidade", contesta Mantovani. "A economia verde é uma realidade, ela vai acontecer. Ela vai vir da produção mais limpa, da agricultura e economia de baixo carbono, (das pessoas) tratando lixo, cuidando das nossas águas, dando qualidade de vida a todos".
De acordo com Mantovani, o governo Dilma é o pior para o meio ambiente. "Se for pelo pacote ambiental apresentado atualmente, o governo está abaixo da crítica, não dá nem para dar nota no momento", diz. Segundo ele, o Brasil teve grandes avanços desde a Eco92, mas ainda tem muito a melhorar.
Apesar das críticas, o ambientalista acredita que é um bom momento para a sociedade agir e fazer a diferença. Com participação online durante a Rio+20, as pessoas poderão interagir com as novas tecnologias e trazer informação a todos em tempo real direto da conferência. "Será uma conferência onde a sociedade vai construir. Se cada um de nós tirar um momento nestas duas semanas para pedir um pouco pela qualidade de vida, coisas que não se dão valor e que a economia verde vai precisar alcançar, vamos realmente fazer a diferença. É o que eu chamo de economia planetária", afirma Mantovani. "Agora está nas nossas mãos", conclui.

Rio+20
A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que será realizada na cidade do Rio de Janeiro entre os dias 13 a 22 de junho de 2012, deverá contribuir para a definição da agenda de discussões e ações sobre o meio ambiente nas próximas décadas.
Com o objetivo de renovar o compromisso político com o desenvolvimento sustentável por meio da avaliação do progresso e das lacunas na implementação das decisões adotadas pelas principais cúpulas sobre o assunto e do tratamento de temas novos e emergentes, a Rio+20 terá como foco principal a economia verde e a erradicação da pobreza.
A Rio+20, que assim é chamada por marcar os 20 anos da realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio92), será composta por três momentos. Nos primeiros dias, de 13 a 15 de junho, está prevista a 3ª Reunião do Comitê Preparatório, em que representantes governamentais discutirão os documentos que posteriormente serão convencionados na Conferência. Entre os dias 16 e 19 serão programados eventos com a sociedade civil. E de 20 a 22 ocorrerá o Segmento de Alto Nível da Conferência, para o qual é esperada a presença de diversos chefes de Estado e de governo dos países-membros das Nações Unidas.
No entanto, mesmo com toda a expectativa para acordos que possam mudar o futuro do planeta, a conferência é alvo de críticas e alguns chefes de Estados apontam, inclusive, para o "risco de fracasso" da Rio+20. O presidente francês, François Hollande, que deve estar presente no evento, alertou para as dificuldades e riscos de que se pronunciem palavras que não serão cumpridas com atos.
A ex-ministra do Meio Ambiente do Brasil, Marina Silva, também criticou a Rio+20. Para ela, os líderes políticos "conseguiram excluir a ciência do debate" e o documento que prepara para a Rio+20 "manteve o problema de separar ecologia e economia, quando é preciso integrá-las".
Além disso, apesar dos esforços do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, vários líderes mundiais estarão ausentes, incluindo o presidente americano Barack Obama. Do lado europeu, o presidente russo Vladimir Putin, o presidente da Comissão Europeia José Manuel Barroso e o primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy confirmaram presença. No entanto, nem a chanceler alemã Angela Merkel nem o primeiro ministro britânico David Cameron deverão participar. Para garantir a presença de países africanos e caribenhos, o Itamaraty, o Ministério da Defesa e a Embraer trarão as delegações de 10 deles.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Reciclagem de produtos pets em Rondônia evita danos ao meio ambiente


Pesquisa do Ibope com mais de 10 mil pessoas entrevistadas em várias partes do país, revelam que apenas 26% tem o hábito de reciclar.


Embora grande parte da população (70%) no país diga se interessar pela natureza, pesquisa do Ibope com mais de 10 mil pessoas entrevistadas em várias partes do país, revelam que apenas 26% tem o hábito de reciclar. A mesma pesquisa apontou também que somente 14% das pessoas na hora das compras levam de casa bolsas para carregar os produtos e evitar consumir sacolas plásticas.
Entre os materiais recicláveis de maior demanda está o plástico. São milhares de garrafas, embalagens de diversos produtos que se levadas para pontos onde o processo de reciclagem é feito podem ser reutilizadas sem causar nenhum dano ao meio ambiente e ao consumidor. As regiões sul e sudeste são as mais conscientes quanto ao reaproveitamento de materiais.
Em Rondônia, o trabalho é feito por uma indústria recém inaugurada que funciona na capital e atua exclusivamente reciclando materiais pets dos mais diferentes tipos. Mais de sete toneladas de produtos usados nos estados de Rondônia, Acre e Amazonas chegam por dia e sai pronto para ser novamente utilizado. “O material é separado por cores, lavado e moído para depois começar o processo de desintoxicação. Depois segue para a granulação, onde é retirada a resina pet”, explica Fábio Eduardo, gerente de indústria.
O que muitos consideram lixo, pouco provável para ser usado novamente, depois de passar por todo o processo de reciclagem pode ser reutilizado para a fabricação de garrafas pets de refrigerante, garrafões de água, embalagens em geral. “O Bom disso tudo é que não importa quantas vezes às embalagens passem pelo processo de reciclagem, elas sempre vão poder ser reulitizadas na fabricação de novos produtos”, afirma o gerente.
Com disposição e boa vontade qualquer pessoa pode ajudar para que as embalagens usadas cheguem aos pontos de reciclagem. A natureza agradece.

Fonte: portalamazonia

Rio+20: Conferência da ONU começa nesta quarta, no Rio de Janeiro


A Rio+20 é assim conhecida porque acontece 20 anos depois da Rio-92, outra conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que teve a mesma cidade-sede.


Tudo tem limite. E a natureza também tem o dela, embora o homem só tenha percebido isso após dizimar 78% das florestas do planeta (e 82% das do Brasil). Foi só aí que se começou a falar do desenvolvimento sustentável ou Economia Verde, tema da conferência da ONU, Rio+20, que começa nesta quarta-feira. A Rio+20 é assim conhecida porque acontece 20 anos depois da Rio-92, outra conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que teve a mesma cidade-sede. 
Sob os olhares do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, chefes de Estado e ambientalistas de todo o mundo passarão dez dias discutindo problemas e procurando soluções para salvar o planeta da devastação. A expectativa é que saiam de lá com a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas. Um desenvolvimento que respeite os limites do planeta.
"Um cardume tem um limite anual de reprodução anual. As florestas têm uma capacidade de recuperação de dez, às vezes até 100 anos, os rios também têm limites muito sensíveis...", contabiliza o consultor internacional de meio ambiente, Milton Nogueira, para então chegar à definição de Economia Verde.
"É uma economia que funciona dentro dos limites da natureza", resume. E acrescenta que a preocupação ambiental não basta para esgotar o conceito. "Durante anos, o sistema econômico só fez aumentar o número de pobres no planeta. É preciso reverter isso". Para o especialista, a redução do número de pobres no mundo, que também é tema da conferência, compõe a definição de Economia Verde, que sintetiza como: "sustentabilidade mais erradicação da pobreza".
E as duas coisas podem se completar, como explica a pesquisadora de sustentabilidade e meio ambiente do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), Laura Antoniazzi. Para isso, ela passa pelo conceito de emprego verde, que é a demanda por profissionais com conhecimentos para atender uma produção mais sustentável.
"Todos os empregos ligados à energia renovável, por exemplo, são empregos verdes", diz, citando a cultura da cana-de-açúcar, para produzir etanol. "Um estímulo a essa economia, gera emprego e reduz a pobreza".
Ela também explica que não existe um conceito pronto para Economia Verde, mas a princípio, sua definição é a mesma de desenvolvimento sustentável: "É a possibilidade de ter crescimento econômico com o menor impacto possível no meio ambiente", diz.
Moda  
Com o tema em alta, não é difícil encontrar empresas que se dizem sustentáveis (veja boxe). "Muitas continuam sendo poluentes, mas pelo menos a responsabilidade ambiental está sendo maior", comemora o ambientalista Renato Cunha.
As donas de casa também já começam se preocupar com a preservação do planeta nos pequenos atos. Dona Vera Lúcia Barreto Matos é uma delas. Ela conta que em sua casa, a água da máquina de lavar serve para lavar a área externa e que  nenhuma lâmpada fica acesa em ambientes vazios. "É porque gasta a energia da hidrelétrica", explica Vera. Além disso, a dona de casa acrescenta que a televisão não fica ligada sem ninguém assistindo e todo o lixo da casa é reciclado.
Se dá trabalho? "Que trabalho? A gente acostuma". Além de todas as regras observadas por Vera, o consultor Milton Nogueira cita outra, bem menos óbvia: "Não comprar mais pares de tênis do que você realmente precisa".
O exemplo do tênis é só ilustrativo, e a regra vale para o desperdício em geral. "Cada produto surgiu de um pedacinho da natureza e temos que economizar, antes que comece a faltar. Comprar mais do que você precisa é uma ‘antieconomia verde", define o especialista.
No mesmo movimento, o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) elaborou uma cartilha do consumo sustentável, que inclui atitudes como evitar o uso de automóvel, substituir as lâmpadas comuns por incandescentes e praticar a carona solidária.
A essa lista, o ambientalista Renato Cunha acrescenta ações como só adquirir produtos ecologicamente corretos e denunciar quando presenciar uma atitude antiecológica. "A gente também faz parte do meio ambiente", lembra o ecologista.
Negócios verdes
Em meio a tanto debate sobre sustentabilidade, quem for contaminado pela onda verde (e isso não tem nada a ver com partido político) poderá dar um pulo na Feira do Empreendedor para a Rio+20, do Sebrae. Isso se a pessoa estiver no Rio de Janeiro.
O espaço de 400 metros quadrados no Parque do Flamengo, Zona Sul, vai abrigar 20 ideias de negócios sustentáveis, onde candidatos a empresários, empreendedores já formalizados e sociedade terão acesso gratuito a informações, produtos, serviços e soluções para negócios.
Empresas de descontaminação e reciclagem de lâmpadas fluorescentes, de consultoria em soluções ambientais, cosméticos orgânicos e tijolos ecológicos para edifícios sustentáveis são alguns dos modelos de negócios que estarão expostos entre os dias 15 e 23 de junho.
Os edifícios sustentáveis, aliás, já são construídos aqui na Bahia. A nova sede do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado da Bahia (Sinduscon-BA), por exemplo, terá medidores individuais de água, uso de energia solar e terraços vegetalizados.
Empresas com ações verdes
Quem não pretende viajar ao Rio de Janeiro por agora, pode se inspirar nas ações verdes que algumas empresas já praticam. A Natura, por exemplo, alia sustentabilidade e combate à pobreza mobilizando suas consultoras para recolherem as embalagens vazias de seus clientes e encaminharem, por meio das transportadoras parceiras, às cooperativas de catadores.
Por aqui, a Coelba também tem suas ações verdes. Por meio do programa Vale Luz, moradores de bairros populares podem trocar material reciclável por desconto na conta de energia. Já o projeto Nova Geladeira já substituiu 107 mil refrigeradores antigos por novos, mais econômicos.
Para citar outro ramo, no mês passado, a Odebrecht ganhou o Prêmio Ademi de Gestão Sustentável. É da construtora o empreendimento Hangar, complexo  business construído com 80% menos de madeira. Além disso, sua localização onde antes não havia nenhum complexo de business evita que moradores da área se desloquem até a avenida Tancredo Neves, aumentando a emissão de gás carbônico no ar.
Confira a programação
A Rio+20 conta com eventos oficiais, que ocorrerão no Riocentro, e paralelos. O primeiro oficial é uma reunião do comitê preparatório, no qual se reunirão representantes governamentais para negociações dos documentos que serão adotados na conferência.
Em seguida, (16 a 19), será aberto o diálogo com a sociedade, com reuniões temáticas preparatórias para a conferência, a fim de aprofundar e difundir o debate sobre a sustentabilidade.
De 20 a 22 de junho, ocorrerá o Segmento de Alto Nível, para o qual é esperada a presença de diversos chefes de Estado e de governo dos países-membros das Nações Unidas - o presidente dos EUA, Barack Obama, e a chanceler alemã Angela Merkel não confirmaram. Já os eventos paralelos já começam a partir de amanhã, no Forte de Copacabana.

Fonte: correio24horas

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Passo a passo - garrafas de vidro decorativas













“A Rio+20 corre o risco de ser a mais antiecológica conferência sobre meio ambiente já realizada na história”


         A avaliação é do representante do conselho diretor do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS) João Paulo Capobianco. Para ele, a Conferência de Estocolmo, em 1972, colocou a preocupação ambiental em pauta, a Rio 92 tratou da necessidade de crescer sob novas perspectivas, e, agora, a Rio+20 será "um vazio". Segundo Capobianco, "o que aconteceu de 92 para cá foi a não implementação dos acordos acertados durante a Rio 92". "Chegaremos a conferência em junho com muito mais informação, muito mais dados, muito mais certezas de que nós caminhamos para o desastre, e o que acontece? Nada." O dirigente critica ainda o fato de o encontro não "ter uma agenda, um documento base, um entendimento mínimo sobre o que se espera dela".


Continue lendo esta entrevista na página NOSSA REVISTA

Belo Monte prejudica Amazônia e lança sombra sobre a Rio+20


No coração da Amazônia, um exército de 8 mil trabalhadores e centenas de caminhões e máquinas constrói a terceira maior hidrelétrica do mundo, uma obra colossal que modifica toda a região e ameaça indígenas que vivem em terras ancestrais no Xingu.
No momento em que o Brasil se prepara para acolher a cúpula da ONU Rio+20 para discutir a sustentabilidade do planeta, a hidrelétrica Belo Monte, o maior projeto de infraestrutura do País, orçado em cerca de 13 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 26 bilhões), é um claro exemplo dos dilemas de uma grande economia, a sexta do planeta.
Por um lado, o Brasil conseguiu reduzir consideravelmente o desmatamento da floresta amazônica e defende ter a matriz energética mais renovável entre as principais economias. Por outro, para desenvolver-se impulsiona projetos massivos de infraestrutura, incluindo hidrelétricas e estradas na Amazônia.
Em um voo sobre o Xingu, um dos principais afluentes do rio Amazonas, com cerca de 2 mil km de comprimento, repleto de ilhas e cercado pela selva, é possível ver quilômetros de terra removida e obras que avançam a todo vapor em três enormes canteiros em meio à paisagem verde e o calor úmido.
Cerca de 900 caminhões e máquinas pesadas trabalham 17 horas por dia. Até o final do ano serão 12 mil empregados e 22 mil em 2013. A primeira turbina entrará em operação em 2015, e a última em 2019.
Belo Monte, que teve a oposição de ambientalistas e celebridades, como o cantor britânico Sting e o cineasta canadense James Cameron, usará cimento suficiente para construir 48 estádios iguais ao Maracanã. A obra do canal de 20 km que desviará o rio irá remover terra equivalente ao Canal do Panamá.
O início da construção, há exatamente um ano, mudou totalmente a cidade de Altamira, a 40 km, e os municípios vizinhos, uma região ligada ao resto do país pela rodovia Transamazônica, que atravessa o estado do Pará, com apenas alguns quilômetros asfaltados.
Estima-se que a população de cerca de 100 mil pessoas tenha aumentado em quase 50%. Os serviços de saúde e educação estão tão esgotados quanto o trânsito. A falta de luz é recorrente, e o lugar vive um boomimobiliário com construções e bairros inteiros que surgem em todas as partes, explica Vilmar Soares, coordenador de Fort Xingu, uma associação que reúne comerciantes, empresários, organizações de bairro e religiosas.
Aproximadamente 6 mil famílias se preparam para abandonar suas casas que serão inundadas pela represa. "Não quero ir para outro lugar", lamenta Helinalda de Lira Soares ao lado de seus três filhos pequenos, orgulhosa de sua casa apesar de, como muitos dos desalojados, viver em um bairro de palafitas em frente a um lixão. Nem ela nem seus vizinhos sabem para onde vão. "As obras de Belo Monte avançam muito rápido, e a obra social que prometeram para a cidade e as comunidades, muito lenta", denuncia Helinalda.
O consórcio da hidrelétrica e governo faz parte de um multimilionário pacote de medidas, incluindo planos para o desenvolvimento regional e das comunidades indígenas, escolas e hospitais, que supera o de qualquer hidrelétrica construída no País.
"Nos sentimos muito ameaçados"
O impacto sobre os mais de 2 mil indígenas desta região do Xingu é um dos grandes problemas representados pela barragem, que terá uma potência de 11.233 MW (cerca de 11% da capacidade instalada do País), perdendo apenas para Três Gargantas, na China, e Itaipu, de Brasil-Paraguai, e que inundará 502 km², quase o dobro do espaço ocupado atualmente pelo rio.
Belo Monte não inundará terras indígenas, mas as comunidades podem sofrer com a perda de água de rios, principalmente aquelas que localizadas na chamada "Volta Grande". "Nós vivemos da pesca e vamos sofrer uma grande seca no rio, nós nos sentimos muito ameaçados", disse à AFP Marino Felix Juruna, filho do cacique da aldeia Paquiçamba, que abriga 60 famílias de etnia Juruna, a quase três horas de Altamira.
Na chegada à aldeia, situada numa pequena colina acima do rio, com casas de madeira e uma miniescola com apenas uma sala de aula para os primeiros anos, surpreende uma primeira visão de materiais de construção, antenas de televisão e novos barcos com motores potentes, recebidos pela concessionária do projeto, Energia do Norte, segundo os índios.
"Como os índios eram os únicos que representavam uma ameaça à obra com sua oposição, estão sendo cooptados com embarcações e bens", denuncia José Cleanton, coordenador do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) da Igreja Católica, que alerta para o perigo de uma maior aculturação dessas populações.
"Há problemas com o álcool, abandono das aldeias", queixa-se, acrescentando que o plano de desenvolvimento prometido aos índios juruna, que inclui a construção de uma escola e de um criadouro de peixe, está atrasado.
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA pediu em 2010 que as obras parassem para os índios serem consultados. O Brasil rejeitou o pedido, argumentando que as comunidades haviam sido informadas.
"Estão garantidas a qualidade de vida e a integridade dos povos indígenas na área de influência" de Belo Monte, assegura a concessionária, de forte presença estatal e de grandes construtoras do País. Ao autorizar as obras, as agências do governo, o Instituto do Meio Ambiente e a Fundação do Índio afirmaram que a obra vai garantir a distribuição de água para manter os ecossistemas e os meios de subsistência dos povos tradicionais.
Os planos de desenvolvimento na Amazônia, como as principais rodovias que cruzam o estado do Pará, onde está Belo Monte, resultaram em desmatamento. Alguns acreditam que desta vez as obras podem ser positivas. "A vida da minha família melhorou 100%", diz Luci Cleide, uma das mil mulheres empregadas nas obras. "Queremos aproveitar esta construção para trazer qualidade de vida para a região", afirma Vilmar Soares.
Mas, para muitos, os danos serão maiores do que os benefícios. "Dizem que é uma obra de desenvolvimento, mas não atraiu mais dinheiro para os bolsos da população. Queremos nossos rios, a floresta", ressalta Antonia Melo, uma das principais vozes do grupo Xingu Vivo, que reúne ambientalistas e moradores contrários a hidrelétrica.
De 20 a 22 de junho, no Rio de Janeiro, centenas de líderes e governantes de mais de 100 países vão se reunir na cúpula da ONU Rio +20.

Fonte: Terra